"Assim expiará o santo santuário também expiará a tenda da congregação e o altar semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação"
Textus Receptus
"E ele fará uma expiação pelo santuário sagrado; e ele fará expiação pelo tabernáculo da congregação e pelo altar; e ele fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. "
O sumo sacerdote realizava um ato final de expiação para purificar o santuário, a congregação e o altar dos pecados do povo. Isso cumpria o propósito do Dia da Expiação.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'kipper' (expiação) significa 'cobrir' ou 'reconciliar'. O versículo detalha o ato final de purificação onde o sumo sacerdote, após os rituais anteriores com o sangue do novilho e do bode, aplicava o sangue para 'cobrir' os pecados perante Deus, garantindo a reconciliação. 'Santo santuário' refere-se ao Lugar Santíssimo, 'tenda da congregação' à Tenda de Reunião (incluindo o Lugar Santo e o pátio), e 'altar' ao altar de holocaustos. A expiação 'pelos sacerdotes' e 'por todo o povo' demonstra a universalidade do sacrifício.
Interpretação Doutrinária
Este ritual prefigurava a obra expiatória de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito, que através de Seu próprio sangue, realizou uma expiação eterna e completa pelo pecado, não apenas para Israel, mas para todos os que creem (Hebreus 9:11-14, 23-26). A necessidade de expiação pelos sacerdotes e pelo povo ressalta a pecaminosidade inerente a toda a humanidade e a necessidade de um mediador divino. A CCB ensina que a salvação é exclusivamente pela graça mediante a fé em Cristo Jesus e Sua obra redentora, a qual foi prefigurada por estes rituais.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer a suficiência da expiação de Cristo e viver em constante santificação, afastando-se do pecado. A purificação do santuário e do povo simboliza a necessidade de purificação contínua do crente pelo poder do sangue de Jesus, permitindo-lhe ter comunhão com Deus e servir em santidade.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação literalista dos rituais sem reconhecer seu caráter tipológico e profético em relação a Cristo. Não entender a expiação como um mérito humano, mas como um ato divino consumado em Jesus.