"E banhará a sua carne em água no lugar santo e vestirá os seus vestidos então sairá e preparará o seu holocausto e o holocausto do povo e fará expiação por si e pelo povo"
Textus Receptus
"E banhará a sua carne com água no santo lugar e vestirá as suas vestes; então, sairá, e oferecerá a sua oferta queimada, e a oferta queimada do povo, e fará expiação por si e pelo povo. "
O sacerdote, após o ritual expiatório no santuário, deve purificar-se em água e vestir suas vestes cerimoniais antes de oferecer os sacrifícios pela sua própria expiação e pela do povo.
Explicação Histórica
O texto hebraico original enfatiza a purificação ritual ('banhará a sua carne em água') e a revestimento com vestes específicas ('vestirá os seus vestidos') antes de prosseguir com os atos de adoração externa. O verbo 'fará expiação' (kipper) refere-se ao ato de cobrir ou propiciar o pecado, restaurando a comunhão. A repetição de 'seu' e 'do povo' sublinha a dupla responsabilidade do sacerdote.
Interpretação Doutrinária
Este ritual aponta para a necessidade de santidade e purificação para se aproximar de Deus, prefigurando a obra redentora de Jesus Cristo. A expiação feita pelo sacerdote era temporária e parcial, contrastando com a expiação eterna e completa realizada por Cristo, nosso Sumo Sacerdote, que purificou a Si mesmo e a Seus seguidores pela Sua obra na cruz. (Hebreus 9:11-14).
Aplicação Prática
Todo crente, como sacerdote do Novo Testamento (1 Pedro 2:9), deve buscar a contínua purificação de sua carne e espírito através da confissão e do arrependimento, revestindo-se da nova natureza em Cristo para poder servir a Deus e aos irmãos com pureza e integridade.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este ritual como uma obra de mérito humano para a salvação, mas como uma sombra da obra de Cristo. A purificação aqui é externa e ritual, enquanto a purificação cristã é interna e espiritual, pela fé em Jesus.