"E tomará do sangue do novilho e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório para a banda do oriente e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo"
Textus Receptus
"E ele tomará do sangue do novilho e o espargirá com o seu dedo sobre o propiciatório, para o leste; e perante o propiciatório, espargirá do sangue com o seu dedo sete vezes. "
O sacerdote, no Dia da Expiação, asperge o sangue do novilho sete vezes sobre o propiciatório, a oriente, para purificar o santuário e a si mesmo.
Explicação Histórica
O 'sangue do novilho' refere-se ao sangue do bezerro sacrificado como expiação pelo pecado do sumo sacerdote e sua casa (Levítico 16:6). O 'propiciatório' (em hebraico, *kapporet*) é a tampa dourada da Arca da Aliança, sobre a qual o sangue era aspergido. A orientação 'para a banda do oriente' (ou 'para a face do propiciatório') indica a direção diante do propiciatório, simbolizando a presença de Deus. 'Espargirá sete vezes' (em hebraico, *hizah*) denota um ato de purificação ritual completa, o número sete sendo simbólico de perfeição e completude divina.
Interpretação Doutrinária
Este ritual prefigura a obra expiatória de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito, que, com Seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santuário celestial para nos purificar de todo pecado (Hebreus 9:11-14, 23-24). A repetição do ato e o número sete enfatizam a suficiência e a perfeição da expiação realizada por Cristo. O sangue aplicado sobre o propiciatório simboliza o perdão obtido pela graça de Deus, acessível somente através do sacrifício de Jesus.
Aplicação Prática
Os crentes devem reconhecer a suficiência e a eficácia do sangue de Jesus Cristo para a remissão de seus pecados. A aplicação contínua do sangue de Cristo pela fé assegura a purificação e a comunhão com Deus, demandando uma vida de santificação e adoração sincera.
Precauções de Leitura
Não interpretar este ritual como um meio de obter perdão por obras ou rituais repetitivos na atualidade. O foco deve estar na fé no sacrifício único e consumado de Cristo, e não na literalidade da aspersão física do sangue.