Após a expiação completa do santuário, da congregação e do altar, o bode vivo seria apresentado.
Explicação Histórica
O verbo hebraico 'acabar' (כָּפַר, kaphar) significa 'cobrir', 'expiar' ou 'purificar'. O 'santuário' (קֹדֶשׁ, qodesh) refere-se ao Lugar Santíssimo; a 'tenda da congregação' (אֹהֶל מוֹעֵד, 'ohel mo'ed) é o Tabernáculo; e o 'altar' (מִזְבֵּחַ, mizbe'ach) é o altar do holocausto. O 'bode vivo' (שָׂעִיר הַחַי, sa'ir hachai) é o segundo bode designado para ser o bode expiatório.
Interpretação Doutrinária
Este ritual prenuncia o sacrifício expiatório de Jesus Cristo. A expiação realizada pelo sumo sacerdote com sangue (Levítico 16:14-16) aponta para o sacrifício perfeito de Cristo no Calvário, que cobriu os pecados de toda a humanidade. O bode vivo, que levava os pecados para o deserto, simboliza Cristo carregando nossos pecados para longe de nós (Hebreus 9:28; 1 Pedro 2:24).
Aplicação Prática
Devemos reconhecer que a expiação completa foi realizada por Cristo. A nossa salvação e purificação dependem unicamente do Seu sacrifício, e não de ritos ou obras humanas. A certeza do perdão nos impele a viver em santidade, livres do peso do pecado.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este ritual como um meio de expiação contínuo pelas próprias obras. O ritual era uma sombra; o cumprimento está em Cristo Jesus. Interpretar que a expiação de Cristo precisa ser 'completada' por rituais humanos é um desvio da verdade bíblica.