"Mas se não houver intérprete esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus"
Textus Receptus
"Mas se não houver intérprete, permaneça em silêncio na igreja, e fale consigo mesmo e com Deus."
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Texto Central
Este versículo instrui que, na ausência de um intérprete, aquele que fala em línguas deve permanecer em silêncio na congregação.
Explicação Histórica
A expressão 'se não houver intérprete' (ἐὰν δὲ μὴ ᾖ διερμηνευτής - eàn dè mē ê diermēneutḗs) refere-se à falta de alguém dotado do dom de interpretar línguas (1 Coríntios 12:10). 'Esteja calado na igreja' (σιγάτω ἐν ἐκκλησίᾳ - sigátō en ekklēsíā) é uma ordem para que a manifestação pública do dom de línguas seja suspensa, priorizando a ordem. 'Fale consigo mesmo, e com Deus' indica que a comunicação espiritual por meio de línguas continua válida e edificante no âmbito pessoal do crente, mantendo a comunhão com o Senhor (1 Coríntios 14:4).
Interpretação Doutrinária
A Congregação Cristã no Brasil reconhece o dom de línguas como um dom espiritual genuíno e atual, concedido pelo Espírito Santo. Este versículo sublinha a doutrina pentecostal da ordem e decência no culto público (1 Coríntios 14:33, 1 Coríntios 14:40). O uso dos dons deve ter como finalidade a edificação da igreja, e a falta de interpretação impede a compreensão e, consequentemente, a edificação coletiva, tornando necessária a restrição da manifestação pública. Isso diferencia a oração pessoal em línguas, que edifica o próprio crente, da fala em línguas congregacional, que requer interpretação para edificar a todos.
Aplicação Prática
O cristão que possui o dom de línguas deve exercê-lo em submissão à direção do Espírito Santo e às normas bíblicas para o culto. No ambiente congregacional, a prioridade é a edificação comum e a ordem. Portanto, se não há quem interprete, o dom deve ser exercido em oração particular e comunhão pessoal com Deus, preservando a decência e o entendimento na assembleia.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar este versículo como uma proibição do dom de línguas, pois ele apenas regula seu uso público e coletivo. Tampouco deve ser usado para suprimir o Espírito Santo ou desvalorizar os dons espirituais, mas para garantir que sejam manifestados de forma ordenada e para a edificação de todos, conforme o propósito divino (1 Coríntios 14:12, 1 Coríntios 14:19).