O versículo afirma que, embora a ação de dar graças em línguas seja válida e bem-feita pelo indivíduo, ela não contribui para a edificação daquele que ouve e não compreende.
Explicação Histórica
A expressão 'tu dás bem as graças' (kalos eucharisteis) indica que o ato de agradecer a Deus, provavelmente em línguas, é espiritualmente correto e aceitável diante de Deus. Contudo, 'o outro não é edificado' (ho heteros ouk oikodomeitai) sublinha que a falta de inteligibilidade impede a construção espiritual, o fortalecimento ou o ensino do ouvinte, que não recebe benefício prático ou entendimento espiritual.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal/CCB, alinhada a este versículo, reconhece a oração e o louvor em línguas como uma manifestação genuína do Espírito Santo, valiosa para o indivíduo em sua comunhão com Deus. No entanto, ela enfatiza que, no culto público, o propósito primário dos dons espirituais é a edificação da igreja, o que exige que as línguas sejam interpretadas para serem compreendidas, ou que se priorize a palavra inteligível como a profecia.
Aplicação Prática
O cristão deve buscar usar seus dons espirituais de forma a beneficiar e edificar a todos na congregação. Enquanto a expressão pessoal da fé em línguas é válida e edificante para o espírito individual, no contexto coletivo, o entendimento mútuo é fundamental para o crescimento espiritual da comunidade.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma condenação ao dom de línguas em si. Pelo contrário, ele valida a ação de dar graças em línguas ('tu dás bem as graças'), mas regulamenta seu uso público, destacando a necessidade de inteligibilidade para a edificação coletiva. O erro seria anular o dom ou ignorar a importância da edificação comum.