Este versículo instrui o crente que fala em línguas a orar para que também possa interpretar aquilo que fala, visando a edificação da igreja.
Explicação Histórica
A expressão 'língua estranha' (glossolalia no grego, glossa) refere-se ao falar em línguas espirituais. 'Ore para que a possa interpretar' indica que o crente que recebe o dom de línguas deve, proativamente, buscar o dom da interpretação, que é um dom distinto, mas complementar (1 Coríntios 12:10). Esta oração manifesta um desejo de que sua manifestação espiritual seja útil e compreensível à comunidade, transpondo a barreira da ininteligibilidade.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal/CCB reconhece a atualidade e a validade dos dons espirituais, incluindo o falar em línguas e a interpretação de línguas. Este versículo sublinha que as manifestações espirituais na igreja devem ser ordenadas e para a edificação mútua. O dom de línguas é válido, mas sua manifestação pública requer o dom de interpretação para que a mensagem de Deus seja clara e compreendida por todos, fortalecendo a fé da congregação. A busca pelo dom de interpretação demonstra submissão à vontade de Deus para a edificação do Corpo de Cristo.
Aplicação Prática
O crente que possui o dom de línguas deve buscar a santificação e aprofundar sua comunhão com Deus, desejando, conforme a Palavra, ser um canal de bênçãos para a congregação. Assim, deve orar com fé para que o Espírito Santo o capacite também a interpretar, a fim de que a igreja seja edificada e consolada pela revelação divina através de sua manifestação.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo de seu contexto, que é a ordem na assembleia e a edificação. O versículo não desvaloriza o falar em línguas, mas o regula no uso público. Interpretar que o versículo anula a necessidade de línguas como sinal ou para edificação pessoal é um erro. Igualmente, ignorar a necessidade de interpretação no culto público desvia da instrução paulina, que visa clareza e edificação comum.