O sumo sacerdote formalmente questiona Estêvão sobre as acusações levantadas contra ele, iniciando seu julgamento diante do Sinédrio.
Explicação Histórica
A expressão "E DISSE o sumo sacerdote" indica que a autoridade máxima religiosa do Sinédrio toma a palavra para presidir o inquérito. A pergunta "Porventura é isto assim?" (em grego, "Ei tauta houtos echei?") é uma interrogação direta e formal, que pode ser traduzida como 'São estas coisas assim?' ou 'Será que estes fatos são verdadeiros?'. Ela exige uma resposta sobre a veracidade das acusações apresentadas contra Estêvão.
Interpretação Doutrinária
Este momento ilustra a oposição que os servos de Deus podem enfrentar ao proclamar o Evangelho. A formalidade do questionamento ressalta a seriedade com que as autoridades religiosas da época viam a mensagem cristã. Para a doutrina pentecostal, Estêvão demonstra a necessidade de estar preparado para dar testemunho de Cristo, mesmo sob escrutínio, contando com a capacitação e coragem do Espírito Santo para defender a verdade da Palavra.
Aplicação Prática
O cristão de hoje deve estar sempre pronto para responder sobre a esperança que nele há, conforme 1 Pedro 3:15, e defender a fé com mansidão e temor. A firmeza de Estêvão diante da adversidade serve de exemplo para que a fé seja mantida e a verdade de Cristo seja testemunhada, ainda que em momentos de grande prova.
Precauções de Leitura
É um erro isolar esta pergunta do discurso subsequente de Estêvão. A pergunta do sumo sacerdote não é um mero protocolo, mas o gatilho para a poderosa pregação que revisita a história de Israel e culmina na exaltação de Jesus Cristo, confrontando os acusadores com sua própria incredulidade. Ignorar o contexto narrativo completo diminui o impacto e propósito da defesa de Estêvão.