"E de que também tomo por mulher a Rute a moabita que foi mulher de Malom para suscitar o nome do defunto sobre a sua herdade para que o nome do defunto não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar disto sois hoje testemunhas"
Textus Receptus
"Além disso, comprei para ser minha esposa, Rute, a moabita, a esposa de Malom, para levantar o nome do falecido sobre a sua herança, para que o nome do falecido não seja cortado dentre os seus irmãos, e do portão deste lugar; neste dia vós sois testemunhas. "
Boaz declara sua intenção de tomar Rute, uma moabita, como sua esposa para dar continuidade ao nome de seu falecido parente, exigindo o testemunho dos anciãos presentes.
Explicação Histórica
O termo 'levirar' (implícito em 'tomar por mulher... para suscitar o nome do defunto') refere-se ao casamento com a viúva de um parente falecido, sem filhos, para prover descendência a este. 'Moabita' identifica Rute como estrangeira, o que poderia ser um impedimento, mas sua fidelidade a Noemi e a Israel a tornou digna. 'Suscitar o nome do defunto' significa perpetuar sua linhagem. 'Herdade' refere-se à propriedade ou herança familiar. 'Porta do seu lugar' simboliza a autoridade e a comunidade.
Interpretação Doutrinária
O ato de Boaz demonstra a fidelidade à lei de Deus, mesmo em circunstâncias complexas e envolvendo uma estrangeira. Isso aponta para a providência divina em usar pessoas e situações aparentemente improváveis para cumprir Seus propósitos, incluindo a linhagem messiânica. Rute, uma gentia, é integrada ao povo de Israel e à história da salvação, prefigurando a inclusão dos gentios na Igreja.
Aplicação Prática
Devemos honrar os princípios e a lei de Deus em todas as nossas ações e relacionamentos, mesmo quando enfrentamos desafios. A fidelidade, como a de Rute e Boaz, é recompensada, e Deus pode usar qualquer pessoa, independentemente de sua origem, para Seus gloriosos propósitos. Devemos ser testemunhas fiéis dos atos de Deus em nossas vidas e comunidades.
Precauções de Leitura
Não isolar este versículo para justificar casamentos forçados ou desconsiderar a importância da linhagem de Israel sem entender o contexto específico da lei do levirato e a providência divina. A inclusão de Rute não anula a distinção entre judeus e gentios no plano original, mas aponta para a universalidade do evangelho posteriormente.