"E BOAZ subiu à porta e assentou-se ali e eis que o remidor de que Boaz tinha falado ia passando e disse-lhe Ó fulano desvia-te para cá assenta-te aqui E desviou-se para ali e assentou-se"
Textus Receptus
"Então, Boaz subiu até o portão, e ali se assentou; e eis que o parente do qual Boaz havia falado se aproximou; ao qual ele disse: Ó, fulano! Vira-te, e assenta-te aqui. E ele se virou e se assentou. "
Boaz iniciou o processo legal para redimir a herança de Elimeleque, chamando o parente mais próximo para exercer seu direito e dever.
Explicação Histórica
Boaz 'subiu à porta' (Hb. '`al ha-sha'ar'), que era o local tradicional para audiências judiciais e transações públicas nas cidades israelitas. Ele se 'assentou ali' para conduzir o negócio. O termo 'remidor' (Hb. 'go'el') refere-se ao parente mais próximo com o direito e a obrigação de redimir a terra e casar com a viúva para dar continuidade à linhagem do falecido.
Interpretação Doutrinária
O ato de Boaz demonstra a importância da observância da lei e da ordem social em Israel, sob a providência divina. A figura do 'go'el' (remidor) prefigura Cristo, nosso Redentor, que voluntariamente assumiu nosso débito e nos comprou com Seu próprio sangue para nos reintegrar à família de Deus, conforme Efésios 1:7 e Hebreus 9:12.
Aplicação Prática
Devemos agir com integridade e justiça em todas as nossas transações, buscando a santificação e o cumprimento da vontade de Deus. Assim como Boaz buscou o 'go'el' para a família, nós também temos em Cristo o nosso Redentor supremo que nos resgatou.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este evento como um simples negócio, mas como um ato legal e moral sob a égide da lei divina. A aplicação do direito de remição não deve ser vista como uma obrigação impositiva, mas como uma oportunidade que Boaz exerceu com diligência e justiça.