"Das cidades pois que dareis aos levitas haverá seis cidades de refúgio as quais dareis para que o homicida ali se acolha e além destas lhes dareis quarenta e duas cidades"
Textus Receptus
"E entre as cidades que dareis aos levitas, haverá seis cidades de refúgio, que dareis para que o homicida fuja para lá. E a elas acrescentareis quarenta e duas cidades."
Este versículo ordena a designação de cidades para os levitas, incluindo seis cidades de refúgio para homicidas e quarenta e duas cidades adicionais para sua moradia e sustento.
Explicação Histórica
A expressão 'cidades de refúgio' (מִקְלָט, 'miqlat') refere-se a locais designados pela lei mosaica onde um indivíduo que tivesse matado alguém acidentalmente poderia fugir para escapar da vingança do parente da vítima. As seis cidades mencionadas (três a leste e três a oeste do Jordão, como especificado em Números 35:14) serviam a este propósito. As 'quarenta e duas cidades' adicionais eram para a habitação e o sustento dos levitas, que não receberam herança territorial como as outras tribos, mas foram designados para o serviço do Tabernáculo e, posteriormente, do Templo (Números 35:2-3).
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra o cuidado de Deus com a justiça e a misericórdia, provendo refúgio para o acidentalmente homicida, ao mesmo tempo em que estabelece a ordem e a provisão para os levitas, que representavam o sacerdócio e o serviço a Deus. Para a teologia pentecostal, isso pode ser visto como um tipo da graça de Deus em prover a salvação em Cristo, que é o nosso refúgio seguro, e a provisão contínua para aqueles que servem ao Senhor.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer a Cristo como nossa cidade refúgio, onde encontramos segurança e perdão para nossos pecados. Além disso, devemos ser gratos e generosos na sustentação daqueles que se dedicam ao ministério da Palavra e ao serviço na obra de Deus, conforme Deus nos tem provido.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar a instituição das cidades de refúgio do contexto da lei mosaica e da soberania de Deus sobre a vida e a morte. A aplicação deve focar no caráter de refúgio encontrado em Cristo, e não em um sistema literal de cidades de refúgio.