"Ou se a ferir com instrumento de pau que tiver na mão de que possa morrer e ela morrer homicida é certamente morrerá o homicida"
Textus Receptus
"Ou se o ferir com um instrumento de madeira, com o qual ele possa morrer, e ele morrer, será um homicida, e certamente morrerá. "
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Texto Central
O versículo estabelece que um ato acidental que resulte em morte, mesmo que cometido com um objeto comum, constitui homicídio, exigindo a punição do perpetrador.
Explicação Histórica
A frase 'ferir com instrumento de pau que tiver na mão' (em hebraico, 'be'even ma'atzêret' - 'com uma pedra de impulsionamento' ou 'com uma pedra para atirar') descreve um ato que, embora possivelmente não intencional em seu resultado fatal, foi realizado com um objeto disponível. 'Homicida é' (roṣeḥ hu') indica a classificação legal da ação. 'Certamente morrerá o homicida' (mot yumat) refere-se à pena de morte prescrita pela lei mosaica para o crime de homicídio, que aqui se aplica mesmo a casos de morte acidental, mas que ainda exigiam responsabilidade.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a santidade da vida e a gravidade do ato de tirar uma vida, mesmo que acidentalmente. Ele aponta para a necessidade de justiça e responsabilidade diante de Deus e da sociedade. Na perspectiva da CCB, isso reforça a ideia de que a lei, mesmo sob a graça, demonstra a pecaminosidade humana e a necessidade de um Salvador que satisfaça a justiça divina, algo que Jesus Cristo fez na cruz, oferecendo perdão aos que se arrependem.
Aplicação Prática
Devemos ter extremo cuidado em nossas ações e palavras para não causarmos dano ou morte a outrem, intencionalmente ou não. Ao mesmo tempo, o princípio de responsabilidade nos chama a reconhecer nossos erros e buscar o perdão divino, aceitando a redenção em Cristo para não sermos condenados por nossos atos.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para justificar a pena de morte para qualquer morte acidental hoje, ignorando o contexto histórico-legal e a dispensação da Nova Aliança. As cidades de refúgio e as leis específicas de homicídio eram parte do sistema legal e teocrático de Israel, que tem interpretações teológicas e aplicações distintas sob a graça.