O sacerdote realiza um ato ritualístico de aspersão de sangue sete vezes diante do véu do santuário, simbolizando expiação.
Explicação Histórica
O ato de 'molhar o dedo no sangue' (wayyābaṯ hā'ēṯ hā'ēṯ bāddēm) e 'espalhar' (yizzāq) o sangue 'sete vezes' (šāḇūʿîm) 'perante o Senhor' (liph̄nê yhwh) 'diante do véu do santuário' (miph̄nê p̄ārōḵet haqqōdeš) aponta para a purificação e expiação de pecados cometidos inadvertidamente pelos líderes, necessitando de um ritual específico e solene.
Interpretação Doutrinária
Este ato prefigura a obra expiatória de Cristo, nosso Sumo Sacerdote, que através do Seu próprio sangue obteve redenção para nós. A repetição do número sete, simbolizando perfeição e completude, aponta para a eficácia única e final do sacrifício de Jesus, que purifica não apenas o santuário terrestre, mas o próprio céu (Hebreus 9:12, 23-24).
Aplicação Prática
Devemos reconhecer a suficiência do sacrifício de Cristo para a remissão de nossos pecados e buscar a santificação contínua, lembrando que a redenção foi alcançada pelo precioso sangue do Cordeiro.
Precauções de Leitura
Não interpretar este ritual como um meio de expiação contínua por si só, nem aplicá-lo literalmente após a vinda de Cristo, pois o Novo Testamento ensina a consumação da lei cerimonial em Cristo (Hebreus 10:1-10). O foco deve ser na obra redentora de Jesus.