O sacerdote, como representante do povo, realiza um ato ritual de expiação com sangue, espargindo-o sete vezes diante do Senhor.
Explicação Histórica
O 'sacerdote' (cohen) é o ministro ordenado para os ritos. 'Molhará o seu dedo' (ve-hizani' et-bo' etsba'o) indica um ato direto e pessoal no manuseio do sangue sacrificial. 'Aquele sangue' refere-se ao sangue do novilho apresentado para expiação. 'Espargirá sete vezes' (hizah sheva'im) o número sete simboliza plenidade e perfeição, indicando a completude da expiação. 'Perante o Senhor' (lifnei YHWH) aponta para a presença divina, o santuário. 'Diante do véu' (mi'pnei parochet) especifica o local, a cortina que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, onde a presença de Deus era mais manifesta.
Interpretação Doutrinária
Este ritual aponta para a necessidade e a eficácia da expiação pelo sangue para a remoção do pecado. O número sete reforça que a expiação oferecida é completa e aceitável diante de Deus. Na teologia cristã, este ritual é visto como uma sombra profética do sacrifício perfeito de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote, que ofereceu Seu próprio sangue uma vez por todas para a expiação dos pecados da humanidade, conforme Hebreus 9:12-14.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer que a salvação e o perdão dos pecados foram plenamente alcançados através do sacrifício de Jesus Cristo. Devemos viver em constante gratidão por essa expiação completa e buscar a santificação, pois o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.
Precauções de Leitura
Este ritual não deve ser interpretado literalmente para práticas atuais, pois foi parte do sistema sacrificial Mosaico que foi cumprido em Cristo. O número sete não deve ser misticizado além do seu simbolismo de completude na expiação divina.