O versículo lamenta a ingratidão e a falta de lealdade da nação de Israel para com a família de Gideão, após os grandes feitos deste em favor deles.
Explicação Histórica
A expressão 'Nem usaram de beneficência' (hebraico: 'lo-'asah chesed') indica uma falha em demonstrar lealdade, bondade, ou um pacto de amor, que era esperado em retribuição aos serviços prestados. 'Jerubaal' é o nome dado a Gideão por seus detratores, significando 'Que Baal dispute com ele', enquanto 'Gideão' significa 'cortador' ou 'destruidor'. A frase 'conforme a todo o bem que ele usara com Israel' ressalta a magnitude do serviço de Gideão e a ingratidão do povo.
Interpretação Doutrinária
O texto ilustra a depravação humana e a tendência natural do homem pecador em se afastar de Deus e de seus servos, rejeitando a bondade recebida. Evidencia a necessidade do arrependimento e da dependência da graça divina, pois a gratidão e a lealdade não são inerentes ao ser humano sem a obra transformadora do Espírito Santo. A história de Gideão, um herói que mesmo assim enfrentou ingratidão, aponta para a soberania de Deus em operar por meio de instrumentos imperfeitos e para a fidelidade inabalável de Deus para com seu povo, mesmo quando este é ingrato.
Aplicação Prática
Devemos cultivar um espírito de gratidão para com Deus por Suas incontáveis bênçãos e para com os irmãos na fé que nos servem e auxiliam. A ingratidão é um pecado que desagrada a Deus, e devemos vigiar para não cair em tal prática, lembrando sempre de retribuir o bem com o bem, refletindo o amor de Cristo.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para justificar um sentimento de mágoa ou retaliação contra aqueles que se mostram ingratos. O foco deve ser em cumprir o mandamento de amar e servir, confiando que Deus, e não o homem, fará a justa avaliação e retribuição.