O versículo narra que Gideão teve setenta filhos, fruto de sua(s) esposa(s) e concubinas, destacando a sua prole numerosa.
Explicação Histórica
A expressão 'setenta filhos' indica uma descendência numerosa. 'Que procederam da sua coxa' refere-se aos descendentes gerados biologicamente, tanto de sua esposa principal quanto de suas concubinas. 'Porque tinha muitas mulheres' explica a razão da grande quantidade de filhos, indicando que Gideão, como homem de posses e influência, possuía múltiplas esposas e concubinas, o que era uma prática aceita na época.
Interpretação Doutrinária
O versículo ilustra a prática social e familiar comum no Antigo Testamento, onde a descendência numerosa era vista como uma bênção e um sinal de prosperidade, especialmente para líderes. Embora a poligamia não seja endossada como ideal por Deus, o texto a apresenta como um fato histórico na vida de uma figura bíblica importante, sem condenação explícita neste contexto.
Aplicação Prática
A lição para o cristão hoje reside na compreensão das práticas culturais da época e na distinção entre o que era permitido e o que é o padrão divino para o casamento e a família. A fidelidade e a santidade dentro do matrimônio monogâmico são os princípios bíblicos a serem seguidos.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma aprovação bíblica da poligamia. A contextualização histórica e cultural é essencial para evitar a aplicação anacrônica dos costumes do Antigo Testamento aos princípios estabelecidos para a Igreja no Novo Testamento.