"Então veio aos homens de Sucote e disse Vedes aqui a Zeba e a Salmuna dos quais desprezivelmente me deitastes em rosto dizendo Está já a palma da mão de Zeba e Salmuna na tua mão para que demos pão aos teus homens já cansados"
Textus Receptus
"E ele veio até os homens de Sucote, e disse: Vede aqui Zeba e Salmuna, com os quais vós me repreendestes, dizendo: Estão as mãos de Zeba e Salmuna, agora, na tua mão, para que devamos dar pão aos teus homens que estão exaustos? "
Gideão confronta os homens de Sucote por se recusarem a ajudar seus soldados cansados, zombando de sua capacidade de capturar os reis inimigos.
Explicação Histórica
Gideão, referindo-se a Zeba e Salmuna, utiliza a expressão 'desprezivelmente me deitastes em rosto' para indicar que eles o insultaram e zombaram dele. A pergunta retórica 'Está já a palma da mão de Zeba e Salmuna na tua mão...' expressa o escárnio deles, questionando se Gideão já possuía os inimigos capturados, implicando que sua pretensão era vã e que ele não teria sucesso.
Interpretação Doutrinária
O versículo ilustra a importância da fé e do apoio àqueles que Deus usa em Suas obras. A zombaria e a recusa de ajuda dos homens de Sucote refletem a incredulidade e a falta de compromisso com o povo de Deus, um contraste com a fé que deve caracterizar os servos do Senhor. A vitória de Gideão, posteriormente, confirmaria a soberania de Deus sobre os inimigos e a importância de confiar em Seus propósitos.
Aplicação Prática
Devemos oferecer apoio e encorajamento aos servos de Deus que estão empenhados em Sua obra, sem zombar ou duvidar de Suas vitórias. A fé nos livramentos do Senhor deve ser demonstrada em ações concretas de solidariedade, e não em escárnios ou recusas.
Precauções de Leitura
Não interpretar o versículo como uma justificativa para a vingança descontrolada por parte de Gideão, mas sim como um relato de sua confrontação com a incredulidade e desrespeito. O foco deve permanecer no plano de Deus para Israel.