"Assim que contigo sucede o contrário doutras mulheres nas tuas prostituições pois após ti não andam para prostituição porque dando tu a paga e a ti não sendo dada a paga fazes o contrário"
Textus Receptus
"E o contrário está em ti de outras mulheres em tuas prostituições, visto que nenhuma te segue para cometer prostituições; e nisso tu dás recompensa, e nenhuma recompensa é dada a ti, portanto, és contrária."
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Texto Central
O versículo descreve a natureza adúltera de Jerusalém, contrastando suas práticas com as de outras meretrizes, pois ela paga por seus atos ilícitos em vez de ser paga.
Explicação Histórica
O hebraico original usa a palavra 'zonah' (זנה), que significa prostituta ou adúltera, aplicada metaforicamente a Jerusalém. A frase 'o contrário doutras mulheres' (מִנְהָגֵךְ הַנִּשְׁעָרִים - minhaġāḵ ha-niš‘ārîm) sugere uma conduta perversa e desviada. A expressão 'dando tu a paga, e a ti não sendo dada a paga' (וְאַתְּ נָתַתְּ לְמֵרַעַהּ וְלֹא־נִתַּן־לָךְ - wə’āṯ ’nāṯaṯ lə-mēra‘a wə-lō’-nittan-lāḵ) indica que Jerusalém era a instigadora e perpetradora ativa de seus pecados, oferecendo recompensas ou pagamentos por seus atos ilícitos, em vez de recebê-los, o que seria o modelo comum. Isso ressalta sua corrupção ativa e voluntária.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra a doutrina bíblica da depravação humana e da iniquidade voluntária. Mostra que o pecado não é apenas uma falha, mas uma inclinação ativa e deliberada para o mal. Assim como Jerusalém, o ser humano caído, sem a graça de Deus, não apenas peca, mas busca o pecado e se corrompe ativamente. A falta de arrependimento e a persistência no mal, como demonstrado por Jerusalém, levam ao juízo divino, conforme ensinado nas Escrituras (Romanos 1:28-32).
Aplicação Prática
Devemos examinar nossos corações e vidas para garantir que não estejamos ativamente buscando o pecado ou nos corrompendo voluntariamente. A santificação exige uma vigilância constante e uma rejeição ativa de toda forma de mal, buscando fazer a vontade de Deus e não a nossa, mesmo que isso implique em sacrifícios. O Espírito Santo nos capacita a abandonar a corrupção e a viver uma vida de retidão.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar o versículo como uma justificativa para a exploração ou como uma desculpa para a passividade no mal. O foco é a corrupção ativa e voluntária de Jerusalém, não um modelo de conduta para os crentes. Não isolar a alegoria da prostituição do contexto do pacto de Deus com Israel e do juízo iminente.