"Então celebraram a páscoa no dia catorze do mês primeiro pela tarde no deserto de Sinai conforme a tudo o que o Senhor ordenara a Moisés assim fizeram os filhos de Israel"
Textus Receptus
"E eles celebraram a páscoa, no décimo quarto dia, do primeiro mês, à tarde, no deserto do Sinai; conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel."
Os filhos de Israel celebraram a Páscoa conforme a ordem do Senhor, no deserto de Sinai.
Explicação Histórica
A expressão 'celebraram a páscoa' (hebraico: 'pasach') refere-se ao ritual instituído por Deus para comemorar a libertação da escravidão no Egito, com o sacrifício de um cordeiro. O 'dia catorze do mês primeiro' (nisã/abibe) marca a data da celebração, e 'pela tarde' (hebraico: 'bein ha-arbayim') indica o período entre o meio-dia e o pôr do sol, o tempo tradicional para o sacrifício pascal. O 'deserto de Sinai' situa a ocorrência logo após a saída do Egito e durante a jornada rumo à Terra Prometida.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a importância da obediência à Palavra de Deus (Números 9:3-5; Êxodo 12:28). A celebração da Páscoa, um tipo de Cristo (1 Coríntios 5:7), aponta para a salvação mediante o sacrifício, e a obediência na celebração demonstra a fé e o reconhecimento da soberania divina sobre a vida do povo. A comunhão e a unidade na adoração são enfatizadas ao observarem 'tudo o que o Senhor ordenara'.
Aplicação Prática
Devemos diligentemente observar e guardar os mandamentos e ordenanças estabelecidos por Deus em Sua Palavra, com atenção aos detalhes e à forma prescrita. A lembrança dos atos salvadores de Deus, como a Páscoa tipifica, deve ser um ato de fé e obediência contínuas em nossas vidas.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo isoladamente, desconsiderando o contexto mais amplo da Lei e a tipologia de Cristo. A Páscoa judaica não deve ser confundida ou substituída pela Ceia do Senhor cristã, embora ambas compartilhem o tema do sacrifício e da redenção.