"E quando um estrangeiro peregrinar entre vós e também celebrar a páscoa ao Senhor segundo o estatuto da páscoa e segundo o seu rito assim a celebrará um mesmo estatuto haverá para vós assim para o estrangeiro como para o natural da terra"
Textus Receptus
"E se um estrangeiro peregrinar entre vós e celebrar a páscoa ao SENHOR, segundo o estatuto da páscoa e segundo o seu rito, assim a celebrará; haverá uma só ordenança para vós, que nascestes na terra, e também para o estrangeiro. "
O versículo estabelece que tanto os estrangeiros que vivem entre os israelitas quanto os próprios israelitas devem observar a mesma lei para a celebração da Páscoa.
Explicação Histórica
A palavra hebraica para 'estrangeiro' (ger) refere-se a um residente estrangeiro ou peregrino que vive dentro das fronteiras de Israel, não sendo um israelita nativo. 'Celebrar a páscoa' (chag eth-pesach) é a ação de realizar a festa da Páscoa. 'Estatuto' (chuqqah) significa lei, ordenança ou costume. 'Rito' (misphat) refere-se a julgamento, procedimento ou regulamento. O versículo enfatiza a unidade de lei ('um mesmo estatuto haverá') para todos que desejam participar da Páscoa, independentemente de sua origem.
Interpretação Doutrinária
Este texto prefigura a inclusão dos gentios na nova aliança em Cristo. Assim como o estrangeiro podia celebrar a Páscoa observando a mesma lei, os não-judeus podem ter acesso à salvação e aos benefícios da obra redentora de Jesus Cristo, que é a nossa Páscoa (1 Coríntios 5:7), mediante a fé.
Aplicação Prática
Todo aquele que deseja participar das bênçãos espirituais e da comunhão com Deus, independentemente de sua origem étnica ou cultural, pode fazê-lo através da fé em Jesus Cristo e da obediência aos Seus mandamentos. A graça de Deus é extensível a todos os que creem.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma licença para misturar rituais de outras religiões com a adoração a Deus, nem para diluir os mandamentos divinos. A unidade de estatuto refere-se à observância da lei de Deus para a Páscoa, e não à abolição das leis divinas para acomodar outras práticas.