"Portanto na ressurreição de qual dos sete será a mulher visto que todos a possuíram"
Textus Receptus
"Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, pois todos a tiveram?"
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Texto Central
Este versículo apresenta a pergunta dos saduceus a Jesus sobre qual dos sete irmãos a mulher que foi esposa de todos eles seria na ressurreição, conforme a lei do levirato.
Explicação Histórica
A expressão 'Portanto, na ressurreição' introduz a questão dos saduceus sobre o estado pós-morte. A pergunta 'de qual dos sete será a mulher' reflete a preocupação deles com a continuidade das instituições terrenas no céu. A frase 'visto que todos a possuíram' (do grego ἔσχον, eschon, 'tinham' ou 'possuíram') refere-se ao fato de que a mulher se casou sucessivamente com os sete irmãos, seguindo a tradição do levirato, e para os saduceus, isso criava um dilema insolúvel na ressurreição.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a incompreensão dos saduceus sobre a natureza da ressurreição e a realidade do mundo espiritual. A doutrina pentecostal, alinhada à resposta de Cristo, afirma a ressurreição dos mortos e a transformação da existência, onde as relações terrenas, como o matrimônio, não prevalecem da mesma forma. A vida após a ressurreição é uma nova ordem, espiritual, onde somos como anjos, servindo a Deus em um estado de glória e incorruptibilidade (Mateus 22:29-30).
Aplicação Prática
A vida do crente deve ser pautada pela fé na ressurreição e na vida eterna, conforme revelado por Cristo. Devemos buscar uma compreensão de Deus e de Seus planos que transcenda nossas limitações terrenas, confiando que Ele fará todas as coisas novas e perfeitas. A santificação pessoal é essencial, preparando-nos para essa nova realidade, sem nos apegarmos excessivamente às estruturas transitórias deste mundo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar a pergunta dos saduceus como uma descrição precisa da vida após a ressurreição, mas sim como uma falácia argumentativa para negar a ressurreição. Não se deve usar este versículo para argumentar que os laços familiares e conjugais não terão significado algum na eternidade, mas sim que sua natureza será diferente, transcendendo a forma terrena do casamento.