Jesus instrui a dar a César o que lhe pertence e a Deus o que é devido a Ele, distinguindo as obrigações civis das espirituais.
Explicação Histórica
A expressão 'De César' é a resposta dos interrogadores, reconhecendo a propriedade do imperador sobre a moeda e, implicitamente, sua autoridade. 'Dai pois a César o que é de César' (do grego apodidomi, que significa 'restituir', 'pagar o que é devido') refere-se às obrigações civis legítimas. 'e a Deus o que é de Deus' contrapõe as responsabilidades materiais às espirituais, implicando que o ser humano, feito à imagem de Deus, deve a Ele totalidade de adoração e obediência.
Interpretação Doutrinária
Este ensinamento da Congregação Cristã no Brasil (CCB) enfatiza a obediência às autoridades civis estabelecidas (Romanos 13:1-7), cumprindo as leis e pagando impostos, sem que isso comprometa a primazia da dedicação e adoração a Deus. A vida do crente, resgatada por Cristo, pertence integralmente a Deus, e Ele tem soberania sobre todas as coisas, incluindo a submissão a governos terrenos dentro dos limites da Palavra de Deus.
Aplicação Prática
O cristão deve cumprir diligentemente suas responsabilidades cívicas, honrando as autoridades e pagando seus impostos, mas sem nunca negligenciar ou comprometer sua devoção plena e exclusiva a Deus em adoração, serviço e santidade.
Precauções de Leitura
É um erro comum interpretar este versículo como uma justificação para a obediência inquestionável a qualquer autoridade civil que exija o que é devido somente a Deus, ou, inversamente, para eximir-se de responsabilidades sociais sob pretexto espiritual. O texto não anula a submissão a Deus como a autoridade suprema.