"Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós deles e das suas gerações que estiverem convosco que tiverem gerado na vossa terra e vos serão por possessão"
Textus Receptus
"Também dos filhos dos estrangeiros que peregrinam entre vós comprareis, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. "
Este versículo instrui os israelitas sobre como adquirir escravos dos estrangeiros residentes em suas terras, definindo-os como propriedade perpétua.
Explicação Histórica
A expressão 'filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós' refere-se aos estrangeiros (geralmente gentios) que se estabeleceram e viviam entre os israelitas. 'Gerado na vossa terra' indica que mesmo os nascidos em Israel, de pais estrangeiros residentes, podiam ser comprados. 'Serão por possessão' (em hebraico: לַאֲחֻזַּת עוֹלָם, 'la'chuzat olam') denota propriedade perpétua, contrastando com a escravidão temporária dos hebreus.
Interpretação Doutrinária
Esta passagem, dentro do contexto da Lei Mosaica, regula a prática da escravidão permitida por Deus na época. Embora não seja um endosso da escravidão em si, demonstra a soberania de Deus sobre todas as nações e a forma como Ele estabeleceu leis justas para governar diferentes aspectos da vida em Israel, incluindo as relações com estrangeiros e a posse de bens. A exclusividade de possuir escravos estrangeiros, e não hebreus, reflete a ordenança divina de libertação e redenção para o Seu povo.
Aplicação Prática
Cristãos hoje não estão sob a Lei Mosaica, mas sob a graça de Cristo. A aplicação principal é reconhecer a soberania de Deus sobre todas as pessoas e nações. Devemos tratar todos, independentemente de sua origem, com amor e justiça, buscando a sua salvação em Cristo. A escravidão, como entendida neste texto, é condenada pelo Novo Testamento, que ensina a igualdade em Cristo (Gálatas 3:28).
Precauções de Leitura
Não se deve usar este versículo para justificar qualquer forma de escravidão ou opressão de pessoas, pois as circunstâncias sociais e a economia divina sob a Lei Mosaica são distintas da dispensação da graça. A aplicação deve ser feita com cautela, focando nos princípios morais de justiça e soberania divina, e não nas práticas legais específicas.