"Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente"
Textus Receptus
"Através da fé entendemos que os mundos foram moldados pela palavra de Deus; de modo que as coisas que são vistas não foram feitas das coisas que aparecem."
Este versículo afirma que a compreensão da criação do universo pela Palavra de Deus é alcançada pela fé, revelando que o visível se originou do não-aparente.
Explicação Histórica
"Pela fé entendemos" (pistei nooumen) indica que a fé é a via cognitiva para apreender verdades divinas. "Os mundos" (tous aionas) refere-se não apenas ao universo físico, mas também às eras ou ordens de existência. "Pela palavra de Deus" (rhemati Theou) aponta para o comando divino, o decreto eficaz de Deus que trouxe tudo à existência. "Aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (ouk ek phainomenon to blepomenon gegonen) sublinha que a criação material e observável (o que se vê) não se originou de matérias preexistentes visíveis, mas do invisível poder e vontade de Deus.
Interpretação Doutrinária
Este versículo solidifica a doutrina da soberania absoluta de Deus como Criador, agindo exclusivamente por Sua Palavra. A fé, conforme o pentecostalismo clássico, é o canal pelo qual o crente compreende e se apropria das verdades espirituais e da ação divina, incluindo a origem do universo. A criação "do que é não aparente" ressalta a capacidade divina de operar a partir do transcendente, validando a crença em milagres e na intervenção de Deus no mundo visível através de meios que não são naturalmente discerníveis.
Aplicação Prática
O cristão deve cultivar uma fé inabalável na Palavra de Deus como a fonte da existência e da verdade. Essa fé permite compreender que o poder de Deus transcende a lógica humana e as aparências, encorajando a buscar Nele soluções para o que parece impossível, confiando que Ele pode criar do nada.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este versículo como um repúdio à ciência observacional; antes, ele descreve o método divino da criação (pela Palavra, do invisível) e não os detalhes dos processos. O erro seria limitar a obra criadora de Deus ao que é fisicamente mensurável ou ignorar a necessidade de fé para apreender verdades espirituais profundas.