Este versículo narra a travessia milagrosa do Mar Vermelho pelo povo de Israel mediante a fé, contrastando com o afogamento dos egípcios que tentaram o mesmo sem a direção divina.
Explicação Histórica
A expressão 'Pela fé' (grego: pistei) enfatiza que a ação de passar o Mar Vermelho não foi por capacidade humana ou sorte, mas por confiança na promessa e no poder de Deus. 'Como por terra seca' (xēras) descreve a natureza sobrenatural do evento (Êxodo 14), onde as águas se dividiram, permitindo a passagem em um caminho firme. O contraste 'o que intentando os egípcios, se afogaram' destaca a diferença entre a fé obediente e a presunção; os egípcios, sem direção divina e em oposição a Deus, enfrentaram a destruição ao tentar imitar a ação sem o fundamento da fé.
Interpretação Doutrinária
Este episódio consolida a doutrina da intervenção divina em favor dos que creem e obedecem, e do juízo sobre aqueles que se opõem ao plano de Deus. A fé não é uma crença passiva, mas uma ação confiante que manifesta o poder de Deus, realizando milagres onde a lógica humana vê impossibilidade. Para a fé pentecostal, exemplifica a atualidade da intervenção sobrenatural de Deus na vida dos Seus filhos e a importância da obediência à Sua Palavra para experimentar o livramento.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a exercer fé genuína em Deus nas situações que parecem intransponíveis, confiando que Ele pode abrir caminhos onde não há. Deve-se buscar a direção divina e obedecer à Sua voz, lembrando que a presunção ou a tentativa de imitar os feitos de Deus sem Sua permissão e fé verdadeira resultam em fracasso e juízo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como um encorajamento a atos imprudentes ou a 'testar a Deus' (Mateus 4:7). A fé descrita aqui é uma resposta à ordem e promessa divinas, não uma iniciativa humana arbitrária. A ausência de direção de Deus e a falta de fé genuína levam à perdição, como no caso dos egípcios.