Pela fé, Moisés instituiu e celebrou a Páscoa, aplicando o sangue do cordeiro para proteger os primogênitos de Israel da ação do anjo destruidor.
Explicação Histórica
'Pela fé' reitera o princípio que governa as ações dos heróis listados no capítulo. 'Celebrou a páscoa' refere-se à instituição da Páscoa conforme descrito em Êxodo 12:1-28, um memorial da libertação de Israel da escravidão no Egito. A 'aspersão do sangue' indica a aplicação literal do sangue do cordeiro nos umbrais e vergas das portas das casas israelitas (Êxodo 12:7, 22), um sinal de obediência e proteção divina. 'O destruidor dos primogênitos' é o anjo da morte ou agente de juízo de Deus que executou a décima praga sobre os primogênitos do Egito, mas poupou os de Israel assinalados pelo sangue (Êxodo 12:12-13, 23).
Interpretação Doutrinária
Este ato de fé de Moisés ilustra a importância da obediência à Palavra de Deus e a proteção provida pelo sangue. Doutrinariamente, a Páscoa e a aspersão do sangue são tipológicas, apontando para o sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sangue derramado na cruz é a base da nossa salvação e proteção espiritual. A fé, conforme ensinado na doutrina pentecostal, não é meramente intelectual, mas uma confiança ativa que leva à obediência, resultando na manifestação do poder e da graça de Deus na vida do crente e na proteção contra o poder do inimigo.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a viver pela fé, confiando plenamente no sacrifício de Jesus Cristo. Devemos aplicar o 'sangue' de Cristo em nossas vidas através da fé e da obediência à Sua Palavra, buscando a santificação e a proteção divina contra as investidas espirituais e as aflições do mundo. A fé nos leva a celebrar a nossa libertação em Cristo e a perseverar na Sua vontade.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar a 'aspersão do sangue' como um rito literal a ser praticado hoje, mas sim como um símbolo do poder redentor e protetor do sangue de Jesus Cristo, aceito pela fé. Não se deve isolar este versículo do contexto do Novo Pacto, onde Cristo é o cumprimento da Páscoa. A salvação e a proteção vêm pela fé na obra consumada de Cristo, não por rituais ou méritos humanos.