Após ouvirem a pregação de Pedro, a audiência foi profundamente impactada em seu coração, levando-os a perguntar aos apóstolos sobre o que deveriam fazer.
Explicação Histórica
A expressão "ouvindo eles isto" refere-se à mensagem de Pedro sobre a crucificação e ressurreição de Jesus, e Sua exaltação como Senhor e Cristo. "Compungiram-se em seu coração" (do grego *katenygēsan tēn kardian*) significa literalmente que foram "feridos" ou "picados" no coração, denotando uma profunda convicção, remorso e angústia espiritual pela percepção de seu pecado contra o Messias. A pergunta "Que faremos, varões irmãos?" (do grego *ti poiēsomen, andres adelphoi?*) expressa um desejo urgente de orientação e uma disposição para agir em resposta à convicção, buscando reconciliação e salvação. O termo "varões irmãos" reflete um reconhecimento da autoridade espiritual de Pedro e dos demais apóstolos.
Interpretação Doutrinária
Este evento demonstra o poder do Evangelho pregado sob a unção do Espírito Santo em convencer os corações dos pecadores, conforme a promessa de João 16:8. A compunção no coração é o primeiro estágio de uma genuína obra de arrependimento, evidenciando que a salvação começa com a consciência do pecado e a busca por uma mudança de vida. A pergunta "Que faremos?" assinala a abertura para a instrução divina, fundamental para a prática do arrependimento e batismo, passos essenciais para receber o dom do Espírito Santo, conforme a teologia pentecostal clássica.
Aplicação Prática
O cristão deve permitir que a Palavra de Deus, pregada pelo Espírito, convença seu coração de qualquer desvio, levando a um arrependimento sincero. É vital ter um coração sensível à voz de Deus e uma disposição para perguntar "Que farei?", buscando ativamente a vontade divina e agindo de acordo com os princípios bíblicos para a santificação e o caminho da salvação em Cristo.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar a "compunção" como um mero sentimento sem a subsequente resposta de arrependimento e batismo. A emoção aqui não é um fim em si, mas um catalisador para a obediência e a busca pela salvação. Interpretar esta reação como uma mera tristeza mundana ou como salvação sem ação concreta (conforme Atos 2:38) seria um erro doutrinário.