"Quando houver fome na terra quando houver peste quando houver queima de searas ferrugem gafanhotos e pulgão quando o seu inimigo o cercar na terra das suas portas ou houver alguma praga ou doença"
Textus Receptus
"Se houver na terra fome, se houver peste, crestamento, mofo, locusta, ou se houver lagarta; se o seu inimigo o cercar na terra das suas cidades; qualquer praga, qualquer enfermidade que houver. "
Salomão apresenta a Deus as diversas calamidades naturais, sociais e pessoais que podem afligir o povo de Israel, reconhecendo a soberania divina sobre a história e a natureza.
Explicação Histórica
O termo 'fome' (ra'ab) refere-se à escassez de mantimentos, enquanto 'peste' (deber) denota epidemias fatais; 'queima de searas' (shiddafon) e 'ferrugem' (yeraqon) descrevem pragas agrícolas que destroem a colheita, simbolizando a fragilidade da subsistência humana diante do juízo divino.
Interpretação Doutrinária
O texto ilustra a doutrina do juízo e da misericórdia de Deus, reforçando que o sofrimento humano serve como um chamado ao arrependimento e à busca pelo Senhor, que é o único refúgio e libertador do Seu povo.
Aplicação Prática
O cristão deve compreender que, em tempos de crise, doença ou tribulação, a resposta correta não é o desespero, mas o reconhecimento de que Deus é soberano e o clamor humilde em busca de restauração e auxílio divino.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este texto como uma maldição automática, ignorando que o propósito de Salomão era ensinar o povo a se arrepender e voltar para Deus, e não apenas listar castigos genéricos.