"E tomaram-na os sete sem contudo terem deixado descendência Finalmente depois de todos morreu também a mulher"
Textus Receptus
"E os sete a possuíram, sem deixar descendência; por fim, depois de todos, morreu também a mulher."
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Texto Central
Este versículo conclui o cenário hipotético apresentado pelos saduceus, onde sete irmãos desposaram a mesma mulher sucessivamente, falecendo todos sem deixar descendência, e por fim a própria mulher também morreu.
Explicação Histórica
A expressão 'E tomaram-na os sete' refere-se à sequência de casamentos leviratos, onde cada irmão, seguindo a lei, desposou a viúva de seu irmão falecido. A frase 'sem, contudo, terem deixado descendência' é crucial, pois a ausência de um herdeiro para o irmão falecido era o ponto central da lei e da dificuldade que os saduceus queriam apresentar. 'Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher' encerra a cadeia de eventos, estabelecendo a premissa para a pergunta dos saduceus sobre o estado conjugal na ressurreição.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra a limitação da compreensão humana e terrena sobre as realidades espirituais. Os saduceus, ao rejeitarem a ressurreição (Marcos 12:18), baseavam seus argumentos em uma lógica estritamente materialista e jurídica, não alcançando a natureza transformadora da vida futura. A doutrina pentecostal/CCB afirma a ressurreição dos mortos como uma verdade bíblica fundamental, demonstrando que a vida no porvir transcende as instituições terrenas, como o casamento, que são válidas para esta existência (Marcos 12:25).
Aplicação Prática
O cristão deve crer firmemente na ressurreição dos mortos e na vida eterna, não permitindo que raciocínios humanos limitem sua fé nas promessas divinas. Deve-se buscar uma vida de santidade e preparo espiritual, compreendendo que as realidades do Reino de Deus são superiores e distintas das circunstâncias terrenas, mantendo o foco na esperança da vinda de Cristo e na glória celestial.
Precauções de Leitura
É um erro isolar este versículo da resposta de Jesus em Marcos 12:24-27. Não se deve usá-lo para inferir que o casamento é irrelevante nesta vida ou para desvalorizar a santidade da união matrimonial. O texto adverte contra a incredulidade e a limitação das verdades divinas à lógica puramente material, negligenciando o poder de Deus e as Escrituras.