"E ele lhes disse Quando orardes dizei Pai santificado seja o teu nome venha o teu reino"
Textus Receptus
"E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, como no céu, assim na terra."
Jesus ensina Seus discípulos a orar, começando com a santificação do nome de Deus e a súplica pela vinda de Seu Reino.
Explicação Histórica
A expressão 'Quando orardes, dizei' (Gr. hotan proseuchēsthe, legete) indica que Jesus não está impondo uma fórmula rígida, mas um modelo ou padrão para a oração. 'Pai' (Gr. Pater) revela a íntima e confiante relação que os crentes podem ter com Deus, uma relação de filiação. 'Santificado seja o teu nome' (Gr. hagiasthētō to onoma sou) é um pedido para que o nome de Deus, que representa Sua essência, caráter e glória, seja reverenciado, honrado e tratado como sagrado por todos. 'Venha o teu reino' (Gr. elthetō hē basileia sou) expressa o anseio pela manifestação plena da soberania de Deus, tanto no coração dos homens quanto na consumação final de Seu plano divino, com a atuação presente de Seu Espírito.
Interpretação Doutrinária
Este ensinamento consolida a doutrina pentecostal da oração como um canal essencial de comunicação e relacionamento com Deus. A invocação 'Pai' sublinha a adoção espiritual e a intimidade com o Criador, acessível através de Cristo. A prioridade dada à santificação do nome de Deus e à vinda do Seu Reino demonstra a centralidade da glória divina e da Sua vontade sobre as preocupações pessoais, um princípio fundamental para a busca da santificação e do mover do Espírito Santo, que manifesta o Reino de Deus na terra através dos dons e poder.
Aplicação Prática
O cristão deve iniciar a oração com reverência e reconhecimento da santidade de Deus, buscando glorificar Seu nome acima de tudo. Deve também clamar fervorosamente pela manifestação do Reino de Deus em sua vida, na igreja e no mundo, submetendo-se à vontade divina e anseando por Sua soberania.
Precauções de Leitura
É crucial evitar a interpretação deste versículo como uma oração meramente mecânica ou recitada. Ele é um modelo de prioridades e atitudes na oração, não uma liturgia exaustiva. Não se deve desvincular estas petições iniciais do restante da oração do Senhor, que continua com as necessidades diárias e o perdão, nem do contexto maior do ensino de Jesus sobre a oração diligente e perseverante.