"Assim o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado que pecou em alguma destas coisas e lhe será perdoado e o resto será do sacerdote como a oferta de manjares"
Textus Receptus
"E o sacerdote fará expiação por ele acerca do pecado que ele pecou em alguma destas coisas, e ele será perdoado; e oresto será do sacerdote, como uma oferta de alimentos. "
O sacerdote realiza a expiação do pecado cometido pelo ofertante em relação às ofertas específicas, garantindo o perdão e ficando com o remanescente da oferta.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'kipper' (expiação) refere-se ao ato de cobrir ou propiciar o pecado, removendo a culpa. 'Ashtah' (em alguma destas coisas) remete às transgressões listadas anteriormente nos capítulos 4 e 5, que exigiam sacrifícios específicos. 'Ve-nih'lah lo' (e lhe será perdoado) indica a remissão da penalidade do pecado. A expressão 'ha-yeter' (o resto) refere-se à porção da oferta que sobrava após o sacerdote ter realizado o ritual expiatório, e 'la-kohen' (será do sacerdote) estabelece que ele recebia essa parte como parte de seu sustento, similar às ofertas de manjares (minchah).
Interpretação Doutrinária
Este texto prefigura a obra expiatória de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito (Hebreus 4:14-15; 9:11-12), que, por meio de seu sacrifício, efetivamente perdoa os pecados daqueles que creem. A oferta pelo pecado, administrada pelo sacerdote terreno, aponta para a suficiência e finalidade do sacrifício de Cristo, que remove o pecado de uma vez por todas (Hebreus 10:10-12). A transferência da oferta para o sacerdote simboliza que a provisão divina para o perdão também sustenta aqueles que ministram na obra de Deus.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer a suficiência do sacrifício de Jesus Cristo para o perdão dos nossos pecados. Agradecemos a Deus pela expiação completa que nos liberta da culpa e nos restaura à comunhão com Ele. Como servos de Deus, somos providos por Ele para o ministério, confiando na Sua fidelidade.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar a oferta ao sacerdote como um meio de mérito humano ou como uma justificativa para a busca de bens materiais. O foco principal é a expiação realizada pelo sacerdote e, em última instância, por Cristo, e não o benefício material recebido pelo ministro.