A Páscoa, iniciada no dia 15 do primeiro mês, é celebrada com pães ázimos (sem fermento) por sete dias, sendo uma festa do Senhor.
Explicação Histórica
O texto hebraico original usa 'chag ha-matzot' (חַג הַמַּצּוֹת), a Festa dos Pães Ázimos. O pão ázimo (matzah, מַצָּה) é pão sem fermento, que apressadamente se faz, sem tempo para crescer. O número 'sete' (shva', שֶׁבַע) dias é significativo, representando completude ou perfeição.
Interpretação Doutrinária
A Páscoa e a Festa dos Pães Ázimos simbolizam a redenção do povo de Deus e a necessidade de viver uma vida sem a 'fermentação' (o pecado) que corrompe. Assim como Israel saiu do Egito apressadamente, o cristão é chamado a sair do pecado e viver em santidade, removendo o 'fermento' da malícia e da maldade, conforme ensinado em 1 Coríntios 5:7-8.
Aplicação Prática
Os cristãos devem celebrar a redenção em Cristo, removendo o pecado de suas vidas e buscando viver em santidade, com pureza de coração e conduta, sem a influência corruptora do mundo.
Precauções de Leitura
Não isolar a Festa dos Pães Ázimos da Páscoa, pois ambas são comemoradas juntas. Evitar interpretações que se apeguem a rituais humanos ou que percam o significado espiritual de pureza e santidade que o pão ázimo representa.