"E quando segardes a sega da vossa terra não acabarás de segar os cantos do teu campo nem colherás as espigas caídas da tua sega para o pobre e para o estrangeiro as deixarás Eu sou o Senhor vosso Deus"
Textus Receptus
"E quando colherdes a ceifa da vossa terra, não acabarás de colher os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua safra; tu as deixarás para o pobre e para o estrangeiro. Eu sou o SENHOR vosso Deus. "
A Lei Mosaica ordena a preservação das bordas dos campos e das espigas caídas durante a colheita para o benefício dos necessitados e estrangeiros.
Explicação Histórica
A expressão hebraica 'um ím de' (alef-mem-yod-dalet), que significa 'borda' ou 'canto', refere-se aos limites do campo. A palavra 'qashah' (qof-shin-heh), traduzida como 'colherás', refere-se à ação de ajuntar ou recolher. A expressão 'natsaph' (nun-tsadi-peh-taw), 'caídas', indica algo que foi deixado cair ou esquecido. A finalidade declarada é 'la'dal' (lamed-dalet) - 'para o pobre' e 'la'ger' (lamed-gimel-resh) - 'para o estrangeiro', sublinhando a responsabilidade social e a hospitalidade.
Interpretação Doutrinária
Este preceito demonstra o caráter justo e compassivo de Deus, que se preocupa com os vulneráveis dentro da comunidade. Reflete a doutrina da providência divina e do cuidado de Deus com os necessitados, ensinando que a prosperidade dada por Deus deve ser compartilhada. Também aponta para a necessidade de misericórdia e justiça social, princípios centrais na lei e na prática cristã. A inclusão do estrangeiro reflete o alcance universal do cuidado de Deus.
Aplicação Prática
Os cristãos são chamados a demonstrar compaixão e generosidade para com os pobres, os necessitados e os estrangeiros em suas comunidades. Devemos estar atentos para não sermos egoístas em nossas posses e recursos, mas sim praticar a partilha e o cuidado, refletindo o amor de Cristo.
Precauções de Leitura
Este versículo não deve ser interpretado como uma justificativa para a desonestidade ou preguiça, mas como um mandamento específico para a partilha e a generosidade. A aplicação moderna não é literal sobre a colheita, mas sobre o princípio de cuidar dos necessitados em nossa sociedade.