Este versículo proíbe o adultério, estabelecendo a santidade do casamento e a pureza sexual dentro da comunidade israelita.
Explicação Histórica
O verbo hebraico 'shakav' (deitar-se) é uma metáfora comum para a relação sexual. A expressão 'em qol qorbah' (com a mulher do teu próximo) indica uma transgressão contra a propriedade e a honra do outro homem, e 'letim' (cópula/relações sexuais) especifica o ato proibido. 'U’vi’tame' (para te contaminares com ela) aponta para a impureza ritual e moral resultante de tal ato.
Interpretação Doutrinária
Este mandamento reforça a santidade do pacto matrimonial, estabelecido por Deus desde a criação (Gênesis 2:24), e a necessidade de manter a pureza sexual como parte da santificação do povo de Deus. A proibição serve para preservar a ordem social e familiar, refletindo a própria santidade de Deus (Levítico 11:44-45). O adultério é visto como uma contaminação moral que afeta o indivíduo e a comunidade.
Aplicação Prática
Os cristãos devem honrar o casamento e evitar toda forma de impureza sexual, incluindo o adultério, a luxúria e outras transgressões contra a pureza, conforme ensinado por Jesus (Mateus 5:27-28) e pelos apóstolos (1 Coríntios 6:18-20). A santificação pessoal requer vigilância contra as tentações e a submissão à vontade de Deus.
Precauções de Leitura
Não interpretar este versículo como uma permissão para a poligamia ou para desconsiderar a santidade de outros relacionamentos. O contexto de Levítico é a lei dada a Israel sob a Antiga Aliança, cujos princípios morais são eternos, mas cuja aplicação ritual e civil foi cumprida em Cristo. A ênfase na 'contaminação' aqui tem um sentido moral e ritual, que se reflete na exortação apostólica à pureza.