"A nudez duma mulher e de sua filha não descobrirás não tomarás a filha de seu filho nem a filha de sua filha para descobrir a sua nudez parentas são maldade é"
Textus Receptus
"Tu não descobrirás a nudez de uma mulher e de sua filha; nem tomarás a filha de seu filho, ou a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; porque elas são parentas próximas: isto é perversidade. "
Este versículo proíbe relações sexuais incestuosas, especificamente com parentes próximos como a filha da esposa ou a filha de um filho/filha, classificando tais atos como "maldade".
Explicação Histórica
O termo hebraico 'tsa'ar' (traduzido como 'descobrir a nudez') é uma metáfora que se refere ao ato sexual e à revelação íntima. A frase "parentas são" (literalmente 'o seu sangue') enfatiza o parentesco, indicando que tais uniões violam laços familiares sagrados. "Maldade é" (em hebraico 'zimmah') denota um ato depravado, um plano perverso ou uma imoralidade grave.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a santidade dos relacionamentos familiares e a importância da pureza sexual, conforme a lei mosaica, que reflete a própria santidade de Deus. A proibição do incesto demonstra o padrão moral divino, que requer dos servos de Deus uma vida separada das práticas pecaminosas, visando à santificação pessoal e à preservação da ordem familiar estabelecida por Deus.
Aplicação Prática
O cristão deve zelar pela pureza dos seus relacionamentos familiares e sociais, mantendo uma conduta sexual íntegra e evitando qualquer forma de imoralidade ou incesto, que desonra a Deus e corrompe a sociedade.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo de forma a sugerir que todas as proibições da lei mosaica sobre pureza sexual são diretamente aplicáveis hoje como lei civil ou ritual, mas sim como princípios morais eternos que continuam válidos à luz do Novo Testamento e do ensino de Cristo sobre o casamento e a sexualidade.