O sacerdote determina o uso de dois pássaros vivos e puros, madeira de cedro, lã escarlate e hissopo como parte do ritual de purificação.
Explicação Histórica
A ordenança do sacerdote (בַּכֹּהֵן - *bakkohen*) instrui o que deve ser providenciado: duas aves vivas (שְׁתֵּי־צִפֳּרִים חַיּוֹת - *shteitsipporim chayot*), que simbolizam vida e pureza; cedro (אֶרֶז - *erez*), associado à longevidade e pureza; carmesim (תּוֹלַעַת שָׁנִי - *tolachat shani*), um corante vermelho; e hissopo (אֵזוֹב - *ezov*), uma erva usada em purificações.
Interpretação Doutrinária
Este ritual prefigura a obra redentora de Cristo. As duas aves, uma sacrificada e outra solta, apontam para a morte e ressurreição de Jesus, com o perdão dos pecados (representado pela ave solta, simbolizando a liberdade do pecado). O uso de cedro, carmesim e hissopo em rituais de purificação é uma sombra da expiação completa e eficaz que Jesus realizou na cruz para nos purificar de toda a iniquidade.
Aplicação Prática
O cristão deve buscar e reconhecer a purificação completa oferecida por Jesus Cristo. A vida de santidade, representada pelos elementos do ritual, deve ser buscada através da fé no sacrifício vicário e da ação do Espírito Santo, que nos liberta do poder do pecado.
Precauções de Leitura
Não interpretar os elementos materiais do ritual como tendo poder intrínseco de purificação, mas como símbolos da obra redentora de Cristo. Evitar a aplicação literal e descontextualizada para práticas modernas sem o devido discernimento espiritual.