"Porém Sansão deitou-se até à meia-noite e à meia-noite se levantou e travou das portas da entrada da cidade com ambas as ombreiras e juntamente com a tranca as tomou pondo-as sobre os ombros e levou-as para cima até ao cume do monte que está defronte de Hebrom"
Textus Receptus
"E Sansão ficou deitado até meia-noite, e se levantou à meia-noite, e pegou as portas do portão da cidade, e os dois postes, e saiu com eles, com a barra e tudo, e os pôs em cima dos seus ombros, e os carregou até o topo de uma colina que fica diante de Hebrom. "
Sansão, em demonstração de sua força dada por Deus, arrancou as portas da cidade e suas trancas e as carregou até um monte distante.
Explicação Histórica
O hebraico descreve o ato de Sansão: 'vayishkav ad ha'chatzit halailah' (e deitou-se até a metade da noite), 'vayakum b'chatzit halailah' (e levantou-se na metade da noite), 'vayo'chez bishlfei sha'arei ha'ir' (e agarrou as portas da cidade) 'u'shnei hadlaphtayim' (e as duas ombreiras/postes) 'va'yis'ro't'em' (e arrancou-as) 'im habarich' (com a tranca/barra). Ele as levou 'el rosh ha'har' (para o cume do monte) 'asher mul Chevron' (que está defronte de Hebrom). A descrição enfatiza a força sobrenatural e o peso imenso dos portões.
Interpretação Doutrinária
Este ato de Sansão é uma clara manifestação do poder de Deus operando através de um homem escolhido para um propósito específico. Ele ilustra que a força para realizar a obra de Deus não vem do homem, mas do Espírito Santo, conforme observado em Juízes 14:6, 19 e 15:14. A capacidade de Sansão de carregar as portas da cidade reforça a doutrina de que Deus capacita Seus servos com dons e força para cumprir Seus desígnios, mesmo em meio a fraquezas pessoais.
Aplicação Prática
O crente deve reconhecer que toda força e capacidade para servir a Deus e vencer as adversidades da vida vêm do Senhor. Assim como Sansão foi capacitado pelo Espírito, os crentes hoje são fortalecidos por Deus para viver em santidade, testemunhar do Evangelho e resistir às ciladas do inimigo.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação deste ato como uma demonstração de força por si só, desvinculada da capacitação divina. Não deve ser usado para justificar a confiança na força humana ou em feitos espetaculares sem a direção e o poder de Deus.