"E estes odres que enchemos de vinho eram novos ei-los aqui já rotos e estes nossos vestidos e nossos sapatos já se têm envelhecido por causa do mui longo caminho"
Textus Receptus
"e estas garrafas de vinho, que enchemos, eram novas; e vede, estão rotas; e estas nossas vestes e os nossos calçados ficaram velhos em razão da jornada muito longa."
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Texto Central
Os gibeonitas, buscando enganar os israelitas, usaram odres velhos e remendados e vestes envelhecidas para simular uma longa jornada. O versículo descreve a deterioração de seus suprimentos como prova de sua suposta viagem.
Explicação Histórica
O texto descreve a aparência externa dos gibeonitas como prova de sua longa jornada. Os 'odres' (do grego 'askos', bolsa de couro, usualmente de pele de animal) eram usados para transportar líquidos. A afirmação de que estavam 'novos' ao serem enchidos contrasta com o estado 'roto' (esfarrapado, rasgado) que apresentavam, indicando que o tempo e o uso (supostamente) deterioraram o material. Da mesma forma, suas 'vestes' e 'sapatos' (sandálias) mostravam sinais de envelhecimento e desgaste devido ao 'mui longo caminho'. A intenção era convencer Josué e os israelitas de que não eram vizinhos imediatos.
Interpretação Doutrinária
Este evento ilustra a importância da verdade e da sinceridade nas relações, e o perigo da astúcia e do engano. Embora os gibeonitas tenham usado um estratagema para enganar Israel, o resultado foi um pacto que, embora feito sob falsas premissas, foi honrado por Israel devido à sua própria falha em consultar a Deus (Josué 9:14). A Bíblia condena o engano e a falsidade, pois estes são contrários à natureza de Deus, que é verdadeiro (Salmo 31:5). A aplicação para a doutrina da santificação é que o crente deve viver em verdade e integridade, evitando qualquer forma de dissimulação.
Aplicação Prática
Os cristãos devem ser irrepreensíveis e sinceros em todas as suas relações e testemunhos, evitando qualquer artimanha ou falsidade que possa descreditar o Evangelho. A honestidade em palavras e ações é um reflexo do caráter de Cristo.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma aprovação do engano, mas sim como um relato de um estratagema humano que teve consequências negativas devido à imprudência de Israel. O pacto feito foi resultado da falha de Israel em buscar a orientação divina, e não de uma aprovação divina do método dos gibeonitas.