"Pelo que nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos falaram dizendo Tomai convosco em vossas mãos provisão para o caminho e ide-lhes ao encontro e dizei-lhes Nós somos vossos servos fazei pois agora concerto conosco"
Textus Receptus
"Por isso os nossos anciãos e todos os habitantes da nossa nação nos falaram, dizendo: Tomai provisões convosco para a jornada, e ide encontrá-los, e dizei-lhes: Nós somos vossos servos, por isso, fazei agora um pacto conosco."
Os Gibeonitas, enganados pelas aparências, propuseram um acordo com os israelitas, apresentando-se como vindos de longe e necessitando de suprimentos.
Explicação Histórica
Os 'anciãos' (hebraico: זְקֵנִים, zeqenim) e 'todos os moradores' (hebraico: כָּל־יֹשֵׁב, kol-yoshev) representam a liderança e o povo de Gibeão. A frase 'Tomai convosco em vossas mãos provisão para o caminho' (hebraico: קְחוּ בָכֶם בְּיֶדְכֶם מַאֲכָל לַדֶּרֶךְ, qechu bachem beyedchem ma'akhal laderekh) indica uma necessidade aparente de provisões para uma longa jornada, parte do ardil. A proposta de serem 'vossos servos' (hebraico: עַבְדֵיכֶם, avdeychem) e o pedido de 'concerto' (hebraico: בְּרִית, berit - um pacto) visavam estabelecer uma relação de submissão para garantir a proteção.
Interpretação Doutrinária
Este episódio demonstra a importância da sabedoria e da consulta a Deus antes de tomar decisões importantes que afetam o povo de Deus. Embora a intenção dos Gibeonitas fosse enganar, a consequência do pacto selado por Israel sem a devida investigação e direção divina ressalta a necessidade de discernimento espiritual e de seguir a vontade de Deus, conforme prometido aos que buscam a verdade em Cristo.
Aplicação Prática
Os cristãos devem ser prudentes e discernidores em suas relações e acordos, evitando serem enganados por aparências. A confiança em Deus e a busca pela Sua direção em todas as decisões são essenciais para evitar armadilhas e para viver de acordo com a Sua vontade.
Precauções de Leitura
Não isolar este evento como um exemplo de alianças com descrentes sem considerar o contexto de engano e a falha de Josué em consultar a Deus. O versículo não autoriza pactos desonestos, mas adverte sobre as consequências de decisões tomadas sem a devida sabedoria divina.