"E sucedeu que no ano duodécimo no décimo mês aos cinco do mês do nosso cativeiro veio a mim um que tinha escapado de Jerusalém dizendo Ferida está a cidade"
Textus Receptus
"E sucedeu que, no ano duodécimo do nosso cativeiro, no décimo mês, ao quinto dia do mês, um que havia escapado de Jerusalém veio a mim dizendo: A cidade está ferida."
Um fugitivo de Jerusalém relata a Ezequiel que a cidade caiu, confirmando a devastação trazida pela desobediência.
Explicação Histórica
O texto descreve um evento específico: a chegada de um sobrevivente (hebraico: 'paLet') de Jerusalém ('Yerushaláyim') no duodécimo ano do cativeiro de Ezequiel, no décimo mês, cinco dias após o início do ano em que o cerco se intensificou, trazendo a notícia da destruição ('na'akhá') da cidade.
Interpretação Doutrinária
Este evento valida as profecias anteriores de Ezequiel sobre o juízo divino. Confirma que a desobediência a Deus resulta em consequências severas e que a Palavra do Senhor se cumpre. A queda de Jerusalém demonstra a justiça de Deus contra o pecado e a necessidade de arrependimento.
Aplicação Prática
Devemos lembrar que a Palavra de Deus é fiel e que a desobediência traz juízo. Assim como Ezequiel recebeu a confirmação do juízo, nós devemos estar atentos aos sinais dos tempos e permanecer fiéis a Deus, buscando a santificação e o perdão através de Jesus Cristo.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este relato isoladamente, dissociando-o do contexto mais amplo do juízo divino sobre Israel e da responsabilidade profética. Não deve ser usado para prever eventos apocalípticos sem a devida aplicação teológica e contextual.