Pedro e os apóstolos foram comissionados por Jesus a pregar o Evangelho e a testificar que Cristo é o Juiz divinamente constituído dos vivos e dos mortos.
Explicação Histórica
A expressão 'nos mandou pregar' (paratellomai keryssein) indica uma ordem autoritativa dada aos apóstolos para proclamar o Evangelho. 'Testificar' (diamartyromai) significa dar um testemunho solene e enfático. 'Constituído juiz' (horizo kritēn) ressalta que Jesus foi divinamente nomeado e estabelecido como o Juiz universal, abrangendo tanto os que vivem quanto os que já morreram, denotando a amplitude de Sua autoridade judicial.
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a doutrina da soberania de Cristo e a centralidade da pregação do Evangelho. Reforça a crença pentecostal de que a salvação é anunciada através da mensagem apostólica, que inclui a advertência sobre o Juízo Final. Cristo, sendo o Juiz divinamente constituído por Deus, possui autoridade absoluta sobre toda a humanidade, reafirmando Sua divindade e poder sobre a vida e a morte.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a viver conscientemente sob a autoridade de Cristo, reconhecendo-O como Juiz e Salvador. Isso implica um compromisso com a santificação e uma participação ativa na Grande Comissão, testificando a verdade do Evangelho, que inclui o arrependimento e a fé para a salvação e a preparação para o Juízo.
Precauções de Leitura
Evite interpretar este versículo isoladamente, desassociando a função de Juiz de Cristo da Sua obra redentora como Salvador. A proclamação do Juízo não deve ser usada para incutir medo paralisante, mas para exortar ao arrependimento e à fé em Cristo, o único caminho para a salvação e a vida eterna.