"E SALOMÃO se aparentou com Faraó rei do Egito e tomou a filha de Faraó e a trouxe à cidade de Davi até que acabasse de edificar a sua casa e a casa do Senhor e a muralha de Jerusalém em roda"
Textus Receptus
"E Salomão entrou em afinidade com Faraó, rei do Egito, e tomou a filha de Faraó, e a trouxe para dentro da cidade de Davi, até que ele terminasse de construir a sua própria casa, e a casa do SENHOR, e a muralha de Jerusalém ao redor. "
O versículo registra a aliança política de Salomão com o Egito através de um casamento estratégico com a filha do Faraó. Este evento marca o início do período de construção das obras reais e sagradas em Jerusalém.
Explicação Histórica
O termo 'aparentou-se' (hebraico: hithchothen) indica uma aliança formal de parentesco. A 'cidade de Davi' refere-se ao centro administrativo de Jerusalém, sendo o local onde a arca estava, antes da conclusão do Templo. A menção à 'casa do Senhor' (o Templo) estabelece a prioridade teocrática, embora acompanhada de concessões políticas de risco.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal enfatiza a separação do povo de Deus das influências mundanas. O casamento com estrangeiros, embora comum na diplomacia antiga, prefigurava o perigo da infiltração de costumes idólatras no meio do povo eleito, evidenciando que a sabedoria humana não substitui a necessidade constante de santificação e fidelidade absoluta aos mandamentos do Senhor.
Aplicação Prática
O crente deve buscar alianças e decisões baseadas na Palavra de Deus, evitando compromissos que coloquem em risco sua fidelidade cristã, mesmo sob o pretexto de conveniência ou progresso.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este ato como uma aprovação divina, visto que a lei mosaica proibia alianças matrimoniais com nações idólatras, sendo este um dos pontos de declínio espiritual do rei Salomão descrito posteriormente.