"Ou como dirás a teu irmão Deixa-me tirar o argueiro do teu olho estando uma trave no teu"
Textus Receptus
"Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, e, eis uma viga no teu próprio olho?"
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Texto Central
O versículo questiona a hipocrisia de tentar corrigir faltas menores (argueiro) em outrem, enquanto se ignora uma falha grave (trave) em si mesmo.
Explicação Histórica
A expressão 'argueiro' (kárphos em grego, que significa um pequeno pedaço de palha, lasca, ou cisco) e 'trave' (dokós, uma viga grande de madeira) são metáforas hiperbólicas. O 'argueiro' representa uma falha ou pecado menor do irmão, enquanto a 'trave' simboliza uma falha ou pecado muito maior e mais evidente no próprio indivíduo, que o impede de ter clareza para julgar retamente.
Interpretação Doutrinária
Este ensino de Jesus reforça a doutrina pentecostal da santificação pessoal e da autoavaliação. Antes de apontar falhas em outros irmãos, o crente deve examinar-se e arrepender-se de seus próprios pecados, buscando uma vida de pureza. Isso ilustra a necessidade de uma consciência limpa e de humildade para exercer qualquer forma de repreensão construtiva dentro da Igreja, conforme o padrão de Cristo.
Aplicação Prática
O cristão é exortado a praticar o autoexame espiritual e a buscar a santificação de sua própria vida continuamente, antes de tentar corrigir ou criticar as imperfeições de seus irmãos na fé.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar este versículo como uma proibição total de discernir ou admoestar, pois o contexto posterior (Mateus 7:5) mostra que, após a autocrítica, a ajuda ao irmão é permitida. A advertência é contra o julgamento hipócrita e a crítica sem amor ou clareza espiritual.