Este versículo afirma que o casamento é uma união divinamente estabelecida e, portanto, não deve ser desfeito por intervenção humana.
Explicação Histórica
'O que Deus ajuntou' (ho hen ho theos synezeuxen) refere-se ao ato criador e providencial de Deus em instituir a união entre homem e mulher no princípio, estabelecendo-a como uma só carne. 'Não o separe o homem' (anthropos me chorizeto) é uma proibição enfática, indicando que a autoridade humana não tem prerrogativa para desfazer aquilo que Deus uniu. O termo 'separar' (chorizo) significa dividir, apartar, dissolver.
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina pentecostal sobre a sacralidade e a indissolubilidade do matrimônio. Ele enfatiza que o casamento não é uma instituição meramente social ou legal, mas um pacto divino que reflete a vontade original de Deus para a humanidade, exigindo fidelidade e compromisso mútuo até que a morte os separe. A união conjugal é vista como uma aliança sagrada, onde Deus é o principal agente.
Aplicação Prática
O crente deve buscar a santificação em sua vida conjugal, honrando o pacto matrimonial como uma ordenança divina. Isso implica em compromisso, amor, perdão e perseverança, buscando a Deus para manter a união em santidade e harmonia, conforme o propósito original.
Precauções de Leitura
É essencial evitar interpretar este versículo isoladamente. Ele estabelece o ideal divino para o casamento, mas o contexto mais amplo das Escrituras (como Mateus 19:9 e 1 Coríntios 7:15) oferece considerações sobre exceções em casos de infidelidade sexual ou abandono por parte do cônjuge descrente, embora o ideal de Deus permaneça o de uma união para a vida toda.