Jesus responde à pergunta dos fariseus sobre o divórcio, questionando-os sobre o que Moisés lhes havia mandado a respeito do tema.
Explicação Histórica
A expressão 'Que vos mandou Moisés?' é uma pergunta retórica que direciona os fariseus à lei mosaica, especificamente a Deuteronômio 24:1-4, que trata da carta de divórcio. Jesus visa expor que a permissão mosaica não era um mandamento absoluto que endossava o divórcio, mas uma concessão dada por causa da dureza dos corações dos homens, não refletindo a vontade original de Deus para o casamento.
Interpretação Doutrinária
A resposta de Jesus reafirma a infalibilidade da Palavra de Deus e a autoridade de Cristo como intérprete supremo. Ele demonstra que a permissão de Moisés era uma concessão legal, mas não o padrão divino original para o casamento, que é a união indissolúvel de um homem e uma mulher por Deus. Isso sublinha a busca pela santificação e a adesão aos princípios estabelecidos por Deus desde a criação.
Aplicação Prática
O cristão deve sempre buscar a vontade perfeita de Deus em todas as áreas da vida, especialmente no matrimônio, reconhecendo a santidade e a seriedade da aliança conjugal. Deve-se zelar pela unidade familiar, buscando o arrependimento e a reconciliação, fundamentado na Palavra e na orientação do Espírito Santo.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo, nem interpretá-lo como um endosso ou justificativa para o divórcio. Ele é uma parte introdutória da argumentação de Jesus que culmina na reafirmação do propósito original de Deus para o casamento como uma união indissolúvel, conforme Marcos 10:6-9. A permissão mosaica foi uma concessão à fraqueza humana, não um mandamento ideal.