"E o degolou e Moisés tomou o sangue e pôs dele com o seu dedo sobre as pontas do altar em redor e expiou o altar depois derramou o resto do sangue à base do altar e o santificou para fazer expiação por ele"
Textus Receptus
"e o matou; e Moisés tomou o sangue, e o pôs sobre os chifres do altar e em redor com o seu dedo, e purificou o altar; depois derramou o sangue na base do altar e o santificou, para fazer reconciliação sobre ele. "
O versículo descreve o ritual de expiação e santificação do altar com o sangue de um sacrifício oferecido por Arão e seus filhos.
Explicação Histórica
O texto descreve o ato de 'degolar' (shachat - שָחַט), que significa abater ou imolar um animal sacrificial. Moisés, como intermediário de Deus, aplica o sangue ('dam' - דָּם) com o dedo ('etsba' - אֶצְבַּע) nas 'pontas' (qeren - קֶרֶן) do altar ('mizbeach' - מִזְבֵּחַ), um ato de purificação e expiação ('kipper' - כִּפֶּר). O restante do sangue ('she'er - שְׁאֵר) é derramado ('yit'q'q' - יִתֵּק) na 'base' (yarekh - יָרֵךְ, interpretado como a parte inferior ou suporte) do altar para santificá-lo ('qadash' - קָדַשׁ).
Interpretação Doutrinária
Este ritual aponta para a necessidade de expiação e santificação no acesso a Deus, um tema central na teologia bíblica. A aplicação do sangue prefigura a obra expiatória de Cristo, o Cordeiro de Deus, que purifica e santifica o 'altar' espiritual – a Igreja – para que possamos nos aproximar de Deus. A santificação do altar demonstra que toda a adoração e serviço a Deus devem ser consagrados por meio do sacrifício aceitável.
Aplicação Prática
Assim como o altar foi santificado pelo sangue para ser aceitável a Deus, nossos corações e nossa adoração devem ser purificados pelo sacrifício de Jesus Cristo. Devemos viver em santificação, dedicando nossa vida e nossos atos de louvor a Deus, reconhecendo que a aceitação vem unicamente pela obra redentora de Cristo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este ritual de forma literal e isolada, buscando uma aplicação de práticas de derramamento de sangue na adoração moderna. O significado é tipológico e espiritual, apontando para a necessidade da obra redentora de Cristo e a santificação pela fé.