"Todavia nenhuma coisa consagrada que alguém consagrar ao Senhor de tudo o que tem de homem ou de animal ou do campo da sua possessão se venderá nem resgatará toda a coisa consagrada será uma coisa santíssima ao Senhor"
Textus Receptus
"Todavia, nenhuma coisa consagrada, que um homem consagrar ao SENHOR de tudo o que ele tem, tanto de homem como de animal, ou do campo de sua possessão, se venderá ou se resgatará; toda coisa consagrada será uma coisa santíssima ao SENHOR. "
Nenhuma coisa dedicada ou consagrada ao Senhor, seja pessoa, animal ou propriedade, pode ser vendida ou resgatada, pois pertence totalmente a Deus.
Explicação Histórica
O termo 'consagrar' (hebreu: 'charam') indica uma dedicação ou separação total e irrevogável para Deus. 'Santíssima' (hebreu: 'kodesh kodashim') enfatiza o mais alto grau de santidade, pertencendo exclusivamente ao Senhor. A proibição de vender ou resgatar ('macher' e 'padah') significa que não havia opção de reaver o que foi dedicado.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a soberania absoluta de Deus sobre todas as coisas e a importância da santidade. Ele demonstra que a dedicação a Deus deve ser total e sem reservas, um princípio que se reflete na entrega completa da vida a Cristo e na santificação pessoal que buscamos como povo de Deus.
Aplicação Prática
Devemos entender que tudo o que possuímos pertence a Deus em última instância. Nossa dedicação a Ele envolve uma entrega sincera e total de nossos bens, talentos e de nossa própria vida, reconhecendo que somos Seus servos e que devemos usar tudo para Sua glória.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma base para práticas de 'consagração' compulsória ou supersticiosa, que visem obter benefícios materiais de Deus. A consagração genuína é um ato de amor e obediência, não uma transação.