O versículo 7 de Levítico 21 proíbe aos sacerdotes tomarem como esposa mulheres que tenham tido relações sexuais ilícitas ou que tenham sido repudiadas, pois o sacerdote e seu casamento devem ser santos para Deus.
Explicação Histórica
O hebraico 'zonah' (prostituta) refere-se a uma mulher que se prostituiu ou teve relações sexuais ilícitas. 'Nedufah' (infame, ou levada a ser repudiada) pode indicar uma mulher de má reputação ou que foi levada a um divórcio por causa de impureza. 'Gerushah' (repudiada) se refere a uma mulher que foi formalmente divorciada por seu marido. A frase final, 'pois santo é a seu Deus', enfatiza que a santidade de Deus requer santidade em Seus servos, inclusive em suas uniões matrimoniais.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a doutrina da santidade de Deus e a necessidade de separação do pecado. Para o sacerdócio, que era um tipo do ministério de Cristo e do povo de Deus, a pureza no casamento era essencial. Isso prefigura a exigência bíblica de que os líderes na igreja (pastores, presbíteros) sejam irrepreensíveis, marido de uma só mulher (1 Timóteo 3:2), e que todo o povo de Deus seja chamado à santificação (Hebreus 12:14). A santidade exigida dos sacerdotes aponta para a santidade de Cristo e a pureza da Igreja como Sua noiva.
Aplicação Prática
Embora a lei mosaica não se aplique diretamente ao cristão hoje em termos de ordenanças cerimoniais, o princípio de santidade e pureza no casamento e na vida pessoal permanece. Cristãos, e especialmente aqueles que servem na obra de Deus, devem buscar um casamento santo, livre de imoralidade sexual, e devem manter um testemunho íntegro perante Deus e os homens.
Precauções de Leitura
Não se deve aplicar a proibição literal de casamento a mulheres repudiadas aos crentes hoje sem considerar o ensinamento de Jesus em Mateus 19:9, que permite o divórcio em caso de infidelidade sexual. O foco principal é o princípio da santidade e da pureza, não a letra da lei mosaica para o sacerdócio levítico.