"E disse o Senhor a Gideão Ainda muito povo há faze-os descer às águas e ali tos provarei e será que aquele de que eu te disser Este irá contigo esse contigo irá porém todo aquele de que eu te disser Este não irá contigo esse não irá"
Textus Receptus
"E o SENHOR disse a Gideão: O povo ainda é demasiado; faze-os descer até a água, e ali os provarei para ti; e será que daqueles que eu te disser: Este irá contigo, o mesmo irá contigo; e de todo o que eu te disser: Este não irá contigo, o mesmo não irá. "
Deus instrui Gideão a testar seus homens perto da água, selecionando apenas aqueles que demonstrarem dependência e fé.
Explicação Histórica
O Senhor instrui Gideão a levar o restante dos homens para perto da água ('faze-os descer às águas'). O teste ('ali tos provarei') consistia em observar como eles beberiam. A separação seria feita com base na obediência a uma instrução divina direta: aqueles que Deus indicasse ('aquele de que eu te disser: Este irá contigo') deveriam permanecer, e os que não fossem indicados ('esse não irá contigo') deveriam ser dispensados.
Interpretação Doutrinária
Este evento demonstra a soberania e o poder de Deus em operar a vitória, não por meio de um grande exército, mas por um grupo escolhido e provado. Reforça a doutrina de que Deus usa os humildes e dependentes para realizar Seus propósitos, e que a fé e a obediência são cruciais na obra do Senhor. A escolha divina é soberana e se manifesta na forma como os servos respondem às Suas instruções.
Aplicação Prática
Os crentes devem entender que Deus, em Sua soberania, tem um propósito específico para cada um e pode nos testar de maneiras inesperadas. Devemos estar sempre dispostos a obedecer às Suas direções, mesmo quando não compreendemos totalmente o motivo, confiando que Ele nos usará de acordo com Sua vontade e para Sua glória.
Precauções de Leitura
Não interpretar este teste como uma regra universal para a seleção de líderes ou servos em todas as circunstâncias; a instrução foi específica para Gideão e aquele momento. Evitar a presunção de que o modo de beber água (ou qualquer outra ação casual) seja um critério permanente de avaliação espiritual.