"Assim o Senhor deixou ficar aquelas nações e não as desterrou logo nem as entregou na mão de Josué"
Textus Receptus
"Portanto, o SENHOR deixou aquelas nações, sem as expulsar apressadamente; nem as entregou na mão de Josué. "
67%
Dicionário
Sem referências para este versículo
Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
Pesquisar
Preparando estudo
Texto Central
O versículo afirma que Deus permitiu que certas nações pagãs permanecessem na terra prometida, sem expulsá-las imediatamente ou entregá-las a Josué.
Explicação Histórica
O texto usa o nome 'Senhor' (YHWH, em hebraico), indicando a ação divina. 'Deixou ficar' (avád, em hebraico) sugere permitir ou deixar em existência. 'Desterrou' (garash, em hebraico) implica expulsar ou banir violentamente. 'Entregou' (natan, em hebraico) significa dar ou entregar sob controle. A frase 'não as desterrou logo, nem as entregou na mão de Josué' aponta para uma falha na execução completa da ordem divina original de conquista.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a santidade de Deus e Sua justiça em permitir que a desobediência de Israel tivesse consequências. Revela que a persistência do pecado e a tolerância para com ele (neste caso, a permissão para que nações idólatras permanecessem) podem levar a futuras ciladas e angústias para o povo de Deus. Enfatiza a necessidade da obediência total a Deus para a preservação da comunhão e da bênção divina, conforme a aliança estabelecida. Consolida a doutrina da soberania de Deus sobre as nações e sobre os destinos de Seu povo.
Aplicação Prática
O crente deve aprender com este relato a importância da obediência total e contínua a Deus, sem ceder à complacência ou à tolerância para com o pecado em sua vida ou na comunidade da igreja. A persistência em negligenciar a santificação e os mandamentos divinos pode resultar em dificuldades espirituais e afastamento da presença de Deus.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma permissão divina para a tolerância do pecado ou para a desobediência. Também não deve ser usado para justificar a falha em aplicar a disciplina eclesiástica ou pessoal quando necessária. A decisão de Deus aqui é um juízo sobre a desobediência de Israel, não um endosso à permanência de práticas pecaminosas.